Morre aos 92 anos o reverendo Moon



(atualiza com mais informações) O fundador da Igreja da Unificação Sun-Myung Moon - conhecido no Brasil como reverendo Moon - morreu nesta segunda-feira em um hospital da capital sul-coreana aos 92 anos, devido a complicações causadas por uma pneumonia, informaram fontes da organização religiosa.
Segundo porta-vozes da igreja, Moon morreu pouco antes das 2h (horário local, 14h de domingo em Brasília) no Centro Médico Cheong Internacional, da província de Gapyeong, a 60 quilômetros ao leste de Seul.
O idoso reverendo Moon tinha sido hospitalizado em meados de agosto com pneumonia, era pai de 14 filhos com sua segunda esposa, Han Hak-ja, e avô de mais de 40 netos.
Um porta-voz da igreja informou à Agência Efe que o funeral vai acontecer no próximo dia 15 de setembro em um dos centros da Igreja da Unificação em Gapyeong, após 13 dias de luto, e seu enterro será no Monte Cheonseung, na mesma região.
Está previsto que nesta quinta-feira se erga um memorial no local do velório para que o público possa comparecer para render-lhe homenagem, e espera-se que os seguidores do movimento rendam tributo ao falecido líder em suas casas durante três dias a partir da quarta-feira.
Nascido em 1920 no que hoje é a província norte-coreana de Pyongan do Norte, se refugiou na Coreia do Sul ao término da guerra na península (1950-1953) e em 1954 fundou a Igreja da Unificação, um polêmico movimento religioso neocristão e anticomunista que diz ter cerca de três milhões de seguidores em todo o mundo.
Em 1971, Moon emigrou para os Estados Unidos, onde nos anos 80 foi condenado a 18 meses de prisão por evasão de impostos e conspiração.
A Igreja da Unificação é conhecida, entre outras coisas, pela organização de casamentos coletivos e simultâneos, nos quais milhares de pessoas são escolhidas para o casamento pelo próprio Moon.
Uma das maiores cerimônias deste tipo foi a realizada no Estádio Jamsil de Seul em 1992, quando 30 mil casais contraíram núpcias de forma simultânea diante do reverendo.
O movimento de Moon também adquiriu uma grande publicidade internacional em 2001 por causa da dura batalha na imprensa que manteve com a Igreja Católica, por causa do famoso caso do bispo africano Emmanuel Milingo, que se casou pelo rito "moonie".
Milingo, que tinha tido problemas com a hierarquia católica devido a suas atividades como exorcista, curandeiro e cantor, foi ameaçado com a excomunhão e finalmente mostrou seu arrependimento perante o João Paulo II, no que na realidade foi contemplado como uma queda-de-braço da Igreja da Unificação com o Vaticano.
Durante sua vida o reverendo Moon conseguiu criar um vasto império empresarial com interesses em vários setores, desde hotelaria até a indústria agrícola, inclusive com investimentos em uma das principais equipes de futebol da Coreia do Sul, assim como em uma universidade nos EUA e num fabricante de automóveis na Coreia do Norte.
A Igreja da Unificação também tem forte presença no setor da comunicação, ao ser proprietária de meios como o "Segye Times" na Coreia do Sul, além de "The Washington Times" e agência "UPI" nos EUA.
Após a morte de Moon, à frente da Igreja vai continuar aquele que já era seu líder de fato há alguns anos, seu filho o referendo Hyung Jin Moon, enquanto o braço empresarial do movimento (o conglomerado Tongil) continuará sob a Presidência de seu quarto filho, Kook Jin. EFE
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