O deus do ventre


17 Rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.
18 Porque os tais não servem a Cristo nosso Senhor, mas ao seu ventre; e com palavras suaves e lisonjas enganam os corações dos inocentes.
Podemos considerar o ventre como sendo o centro de nosso corpo. A parte de nós que sempre nos esforçamos para nutrir, é nele que se concentra tudo aquilo que ingerimos para sustentar o nosso corpo.
Mas o que o apóstolo Paulo quis dizer com a expressão “o deus é o próprio ventre”?
Bem, o ventre é parte de nós, é o nosso centro, é o nosso interior. Podemos chama-lo por muitos nomes, o meu “eu” interior, o meu íntimo e tantos outros nomes que tentam transmitir uma ideia mais sutil do nosso EGO.
18 porque muitos há, dos quais repetidas vezes vos disse, e agora vos digo até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo;
19 cujo fim é a perdição; cujo deus é o ventre; e cuja glória assenta no que é vergonhoso; os quais só cuidam das coisas terrenas.
Paulo fala de homens que lutavam contra a sã doutrina, e lhes atribuiu algumas características, porém todas elas acabam por se resumir a uma: têm o ventre como deus. Para alguém que faz uma leitura rápida parece que ele está falando de um cara guloso, que só pensa em comer, que só pensa no ventre, mas vamos analisar essa palavra como uma expressão; vamos ver que ele também qualifica o tal como quem só cuida das coisas terrenas ou das coisas dessa vida.
Desde que nascemos começamos a absorver o mundo em volta, as sensações, as emoções, registramos tudo em nossa alma, estamos formando uma personalidade. Nossos costumes e tradições muitas vezes impostas por nossos pais acabam por nos dar várias características que logo nos serão particulares, logo teremos nossas opiniões, nossas vontades, nossos gostos, nossa visão do mundo; logo teremos um amigo inseparável, alguém que em hipótese alguma queremos expor a vergonha, alguém que lutamos para que esteja sempre bem agasalhado e confortável, nunca discordamos dele. Ele é a nossa principal razão de viver, ele é o nosso EGO.
A essa altura você deve estar discordando disso tudo que leu até agora, afinal você crê em Deus, você vai aos cultos, diz que o ama, chora quando canta pra ele, fala até em línguas. Mas você não deixa de ser você, continua tendo suas opiniões, suas vontades, suas ambições, mesmo quando elas não condizem com as escrituras. Então a quem você serve? A Deus? Ou a você mesmo?
5 Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar,
7 mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens;
Veja o que disse Paulo. Ele deu um conselho excelente! Esvazie-se de si mesmo.
Se o próprio Deus fez isto, porque não podemos fazer o mesmo sendo nós homens, sujeitos a morte e a uma condenação eterna?
Mas como é difícil se esvaziar! Ah se é!
O Ego é tão sutil que por ele conseguimos até mesmo criar ou nos apoderar de elementos que, convenientemente nos ajudam a mascará-lo, como o Diabo. É tão comum colocarmos o Diabo como nosso maior inimigo, que atribuímos a ele nossas atitudes errôneas para não assumirmos. nossas responsabilidades.
Mas o diabo não existe? Sim, ele existe, diabo quer dizer acusador e satanás opositor.
Porém muitas vezes agimos das duas formas, acusando ou nos opondo à vontade de Deus
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