A MORTE DE YAOHUSHUA


Compreendendo as razões, desde o princípio

Para compreendermos as causas da morte do Messias YAOHUSHUA, precisamos voltar até o início das escrituras. Comecemos por Bereshiyt (Gn).

Bereshiyt 2:16


Ocorrência #7 do Nome Pessoal do Criador
E ordenou YAOHUH (IÁORRU) Ulhim ao homem [ser humano], ao dizer: De toda árvore do jardim certamente comerás.
A forma de reforço verbal usada aqui para o verbo comer é a mesma utilizada no verso seguinte para o verbo morrer. O advérbio "certamente" dá mais sentido em português para o que seria em hebraico, literalmente, "comerás, comerás", enfatizando o verbo. Diversos advérbios podem ser subentendidos nesta formação verbal hebraica, desde que sejam sempre um reforço para a ação do verbo, como por exemplo: "verdadeiramente comerás", "de fato comerás", "com certeza comerás", etc., lembrando sempre que tais advérbios não estão escritos no texto, mas são subentendidos pela construção verbal hebraica.
Bereshiyt 2:17
E da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás dela, pois no dia em que comeres dela, certamente morrerás.
O homem é aqui colocado em plena liberdade, com direito de escolha, com exercício de opção. Novamente a forma de reforço verbal é utilizada com relação ao verbo morrer, o que literalmente seria "morrerás, morrerás", enfatizando o verbo.

Uma única restrição é imposta ao ser humano, e um código penal é estabelecido.
Qualquer ser que não possua restrições, sejam elas impostas por outros ou mesmo impostas por si mesmo, não tem como exercer o direito de escolha, e como tal, não é livre, mas sim escravo. A maioria das pessoas pensa que liberdade é sinônimo de poder fazer o que quiser, sem restrição alguma, mas estão equivocados, porque sem restrições não há liberdade de escolha, e nem direito de exercer livre arbítrio.
Da mesma forma, não é possível a nenhum ser o exercício de princípios como submissão (ou rebeldia), obediência (ou desobediência), sem que haja ao menos uma restrição. 
Aqui no "Gan Eden" (Jardim do Éden), foi estabelecida uma lei composta por um único item: "...da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás dela...", e foi igualmente estabelecido um código penal de um único item: "...pois no dia em que comeres dela, certamente morrerás". 

Ao lermos os capítulos 2 e 3 de Bereshiyt (Gênesis), percebemos que ao ser humano (adam), tanto macho quanto fêmea, nenhuma outra restrição foi imposta, senão essa única mencionada nas escrituras. Em resumo, eles tinham autorização total e completa para fazerem o que quisessem, exceto comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. As razões pelas quais essa árvore, entre tantas outras, foi justamente a restrição imposta pelo Criador você poderá compreender melhor lendo o estudo de princípios espirituais.

Vida e morte estavam colocados sobre uma simples decisão de obediência ou rebeldia, tendo como objeto de tentação apenas uma árvore entre muitas outras, e sabemos que, debaixo de tentação, foi produzida rebeldia no coração humano, a partir de insuflação de soberba. Se observarmos o processo de tentação, iremos perceber que a soberba sempre precede a rebeldia. Não há como algum ser se rebelar sem que antes esteja tomado pela soberba no seu íntimo. Vamos ler os textos abaixo, dos primeiros versos do capítulo 3 de Bereshiyt (Gn) para melhor visualizarmos, primeiramente a instigação à soberba, sendo então seguida pela consequente rebeldia.

Bereshiyt (Gn) 3:1
 


Ocorrência #12 do Nome Pessoal do Criador
E a serpente era astuta [matreira], mais do que qualquer vivente do campo que fizera YAOHUH Ulhim, e disse à mulher: Quanto mais disse Ulhim? Não comereis de toda árvore do jardim?
Este é o primeiro registro escritural de corrupção sobre a palavra de YAOHUH Ulhim. A corrupção da palavra proferida por YAOHUH Ulhim é, sem dúvida, um dos mais fortes e utilizados artifícios para desviar o homem da submissão e obediência ao Criador. Nota-se uma permitida ação provadora de fidelidade, por meio de ação maligna, onde a serpente atua como instrumento tentador e corruptor da palavra de YAOHUH Ulhim. O capítulo 2 verso 16 evidencia as palavras de YAOHUH Ulhim dizendo "de toda árvore do jardim certamente comerás", e o verso 17 coloca a única restrição. A tentação maligna corrompe as palavras de YAOHUH Ulhim, trazendo ao destaque a restrição, em vez da fartura de opções lícitas. O simbolismo da serpente como figura da malignidade será usada por toda a escritura, e assumida de fato, pelos espíritos malignos decaídos, os quais se opõem ao governo de YAOHUH Ulhim. A expressão "af kiy" (quanto mais) nos sugere que o diálogo entre a mulher e a serpente já se desenrolava antes desta pergunta, tendo a mulher já informado, anteriormente, sobre outras palavras de YAOHUH Ulhim.
Bereshiyt (Gn) 3:2
E disse a mulher à serpente: De fruto de árvore do jardim (podemos) comer.
A expressão "de fruto de árvore do jardim" mostra uma grande abrangência lícita de árvores que podiam servir de alimento. A mulher aqui consegue corrigir a corrupção da palavra de YAOHUH Ulhim imposta pela serpente. A palavra "podemos" é subentendida no texto hebraico, pela construção verbal.
Bereshiyt (Gn) 3:3
E do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Ulhim, não comereis dele, nem o tocareis, para que não suceda morrerdes.
Aqui a mulher mostra desconhecimento da palavra de Ulhim, quando afirma não poder tocar no fruto. A palavra de Ulhim se limitou à proibição de comer, mas não de tocar no fruto. Como a proibição foi estabelecida antes da criação da mulher, entende-se que o homem não informou corretamente a palavra de Ulhim à mulher, ou tal informação foi negligenciada por ela. Aqui fica esclarecido que a "árvore do conhecimento do bem e do mal" ficava localizada no meio do jardim, conforme evidenciado por "da árvore que está no meio", forma singular e exclusiva de uma única árvore.



Bereshiyt (Gn) 3:4




E disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis.
Aqui a serpente contradiz frontalmente as palavras de YAOHUH Ulhim.



Bereshiyt (Gn) 3:5

Pois sabe Ulhim que, no dia em que comerdes dele, vos serão abertos os olhos, e sereis, como Ulhim, conhecedores do bem e do mal.
A serpente aqui incita a mulher à soberba, procurando despertar nela um desejo de ser mais do que é, de "ser como Ulhim". Destaque-se o fato de que a tentação maligna não incitou a "tocar" no fruto, mas sim a "comer" o fruto.
Bereshiyt (Gn) 3:6

E viu a mulher que boa (era) a árvore para comer e quão apetecível (era) para os olhos, e desejável árvore para o entendimento; e tomou do seu fruto, comeu, e ofereceu (ao homem); e também, junto à mulher, ele comeu.
Aqui já estão presentes os três atrativos ao pecado, a serem definidos escrituralmente mais adiante em 1 Yaohukhánam 2:16, quais sejam: a concupicência da carne, a concupicência dos olhos e a soberba da vida. A falha em resistir a estes atrativos conduziu a mulher ao pacado, e, em seguida, ao homem, conforme ela lhe ofereceu.

Nos versos acima mostrados, fica evidente tanto a restrição, como a tentação, insuflação de soberba e finalmente a rebeldia com transgressão.
O verso 5 nos mostra as palavras da serpente induzindo a mulher ao desejo de "ser como Ulhim". Se por um lado a humildade é a consciência plena da nossa real estatura e da realidade do que somos, a soberba, por outro lado, é justamente a perda dessa consciência, através da qual os seres criados perdem a noção de sua real situação de criaturas, passando a conjecturar a possibilidade de se igualarem ao Criador. Essa perda de consciência pela soberba já havia sido sofrida pela própria serpente, ha-satan, quando primeiramente desejou se igualar ao Criador. Para melhor entendimento sobre estas fatos, leia o estudo de princípios espirituais.

No verso 6 vemos a desobediência sendo consumada. A partir daí o ser humano passa à condição de condenado à morte, de acordo com o código penal estabelecido pelo Criador. Precisamos aqui compreender um pouco melhor acerca dessa morte, mencionada pelo Criador em seu código penal primário. 
Primeiramente devemos considerar que o ser humano foi criado como um mortal, senão jamais seria possível cumprir uma pena de morte estabelecida no código penal. A manutenção da vida do ser humano era proporcionada pelo acesso à "Árvore da Vida", presente no Gan Eden, da qual, se alimentando, o homem viveria eternamente, mantendo sua vida, embora ele fosse, por natureza de criação, mortal. 
Ao transgredir a ordem do Criador, o "adam" macho e o "adam" fêmea, homem e mulher, foram expulsos do Gan Eden, estando agora totalmente desprovidos do alimento da Árvore da Vida, o que os impediria, doravante, de se manterem vivos eternamente. Tanto os primeiros seres humanos como os demais seres humanos que deles nasceriam, não mais teriam acesso à Árvore da Vida, ficando limitados tão somente ao ciclo biológico de duração de seus corpos físicos ou fatores outros, diversos, que de alguma forma atuassem sobre seus corpos físicos, como doenças, agressões, ferimentos, etc. Assim, o homem criado como mortal, iria agora, de fato, morrer. 

Uma morte pior que a morte do corpo

A transgressão do homem causou a ele uma morte bem pior do que a simples morte do corpo. Sua comunhão com o Criador foi quebrada e seu contato com o Criador, interrompido. Essa é a morte espiritual. Não mais haveria para o homem a comunhão ou conversas com o Criador, visto que o homem agora estava maculado pela transgressão, e espiritualmente morto pelo desligamento da sua comunhão e contato com o Criador. 
Esses eventos, primeiramente nos passam uma forte sensação de fracasso ou frustração dos planos do Criador para a raça humana, criada à Sua imagem, conforme a Sua semelhança; contudo, esse é somente o começo de um plano muito maior da parte do Criador. 
Primeiramente, o pecado do homem lhe evidencia a sua condição real, bem diferente do que a soberba em seu íntimo poderia lhe sugerir, de poder se igualar ao Criador. Era necessário, como é necessário até hoje, que o homem reconhecesse sua real condição e estatura física e espiritual, e que, por meio da transgressão lhe ficasse claro que ele não possuia sequer condições de resistir a uma simples tentação, quanto mais pensar que poderia se igualar ao Criador. 
Em segundo lugar, dentro dos planos do Criador, e promessa de salvação e livramento lhe foi colocada, tão logo sua condenação ficou evidente. Vemos no capítulo 3 o verso 15 de Bereshiyt, abaixo, a imediata ação do Criador quanto à salvação da raça humana, em prosseguimento aos Seus planos que somente haviam começado: 

Bereshiyt (Gn) 3:15

Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe (nos) ferirás o calcanhar.
Observa-se aqui uma promessa de que haveria um descendente da mulher que iria ferir a cabeça da serpente. Conquanto a destruição da serpente, em si, não representasse ainda uma salvação para a raça humana, a ferida no calcanhar provocada pela serpente, essa sim iria proporcionar salvação para a raça humana, ainda que a serpente não pudesse ou tivesse capacidade para compreender tal coisa. Observe igualmente que a enorme maioria das traduções desse texto apresentam "tu lhe ferirás o calcanhar", conquanto seja admitida a conjectura sobre a forma "tu nos ferirás o calcanhar", visto que o verbo "shuf" é de significado duvidoso, mais provável como "ferir", "morder" ou "esmagar", e que sob a ortografia dos sufixos pronomiais admitiria o "nu" como a forma plural da primeira pessoa "nos ferirás". A compreensão da pluralidade da Cúpula Criadora, sendo o Pai e o Filho Seres distintos, e não um só Ser, embora em perfeita unidade de propósitos e ações, admite aqui a tradução "nos ferirás".

Como a "ferida no calcanhar" poderia nos salvar? E o que significa essa ferida? 

Há uma diferença enorme entre ferir uma cabeça e ferir um calcanhar. 
Ferir uma cabeça significa um ferimento fatal, com destruição e aniquilação. 
Ferir um calcanhar significa um ferimento temporário, com solução e com restauração.
A ferida na cabeça da serpente significa a derrota e aniquilação completa que a serpente, ha-satan, iria sofrer. 
A ferida no calcanhar do "descendente da mulher" é a consumação de todo o plano de YAOHUH UL para a salvação da raça humana. 
Para começarmos a compreender essa "ferida no calcanhar", precisamos atentar para um conceito escritural fundamental: 

"Sem derramamento de sangue, não há remissão" - Hebreus 9:22. 

Assim, vamos começar a compreender esse conceito, a partir dos ensinos do Tanakh, e também a partir das figuras simbólicas representadas no Tanakh acerca do futuro derramamento de sangue que seria o sacrifício do "descendente da mulher", o Messias, para a remissão dos nossos pecados.

Para melhor entendimento sobre a necessidade do Messias vir ao mundo em carne, leia o estudo sobre o Seu Nascimento

Ora, sem derramamento de sangue não há remissão, porque é necessário que haja a morte, aqui representada pelo derramamento de sangue, de modo a cumprir a sentença imputada pelo código penal contra o pecado que diz: 

"...porque o salário do pecado é a morte..." - Romanos 6:23

O derramamento de sangue é a forma escritural de se referir à morte da carne em sacrifício. Isso se nos torna muito claro ao lermos o texto de Levítico capítulo 17 verso 11, abaixo: 

Vayiqrah (Lv) 17:11

Porque a vida da carne está no sangue, e Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em prol da vida.
Aqui fica inteiramente relacionada a vida da carne com o sangue, e ao mesmo tempo já nos é mostrada a expiação por meio do sangue. Embora ainda de forma simbólica, o sangue de animais sacrificados já representavam o sangue do Messias que posteriormente iria ser derramado para remissão definitiva do pecado.

Nunca podemos nos esquecer que o Tanakh é um vasto ensinamento do Criador por meio de símbolos e figuras no natural, de modo a podermos compreender coisas espirituais e conceitos abstratos. Eu costumo comparar o Tanakh (antigo Testamento) com uma maquete de um edifício. A maquete serve apenas para nos mostrar como será o edifício depois de construído. Nela podemos ver como serão as janelas, a garagem, os jardins, as varandas, mas com tudo isso, a maquete continua a ser somente uma representação do real, e não o real em si mesmo. Ninguém irá morar numa maquete, nem estacionar seu carro numa maquete, mas apenas saberá como será o real, quando o edifício estiver pronto. Uma vez o edifício pronto, abandona-se a maquete. 

Assim, primeiramente foi estabelecido o sacrifício de animais, apenas como símbolo ou representação para o entendimento do que seria o real sacrifício a ser cumprido. Cada animal sacrificado, cujo sangue era derrmado, representava simbólica e antecipadamente, o futuro sacrifício pelo qual o Messias iria passar, com a finalidade de pagar com a sua vida o cumprimento da pena que pesava sobre nós, legalmente, de acordo com o código penal. A justiça requer que uma pena seja cumprida em função de um delito, e a forma de pagar a pena do pecado exigia, pelo código penal, o derramamento de sangue, ou seja, a morte. 

Uma vez pronto o edifício, ninguém irá morar numa maquete, mas sim num dos apartamentos do edifício real. Se entendermos que todo sacrifício animal foi apenas uma representação simbólica figurativa da realidade que viria, é totalmente desprovido de sentido que alguém possa ainda derramar sangue de animais (ou mesmo de seres humanos), tendo já o Messias YAOHUSHUA cumprido esta pena, em caráter único e definitivo. Continuar atentando para a maquete depois do prédio já estar pronto, é o mesmo que descrer do prédio. Qualquer um que ainda sacrifique animais após o Messias YAOHUSHUA já ter sido sacrificado, pratica um ato de descrença e desprezo pelo Seu sacrifício, único e definitivo. 

Alguns sacrifícios de animais em destaque

Foram inúmeros os sacrifícios de animais no Tanakh, e não fosse o fato do templo judaico estar hoje em ruínas, certamente que ainda permaneceriam tais sacrifícios, uma vez que o Cordeiro YAOHUSHUA não foi reconhecido como o verdadeiro sacrifício redentor. 
Desde os primeiros tempos, o sacrifício de animais tomou lugar, iniciado pelo próprio Criador. O primeiro deles ocorreu logo após o pecado do homem, quando comeu do fruto do conhecimento do bem e do mal. As escrituras nos mostram o seguinte acontecimento, para o qual precisamos comparar dois versos escriturais, quais sejam: Bereshiyt 3:7 e Bereshiyt 3:21.

Bereshiyt (Gn) 3:7
Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.
Esse verso mostra a inadequada e inaceitável providência tomada pelo homem e pela mulher para cobrir a vergonha que sobre eles pesava em face de seu pecado. Não há providências humanas capazes de cobrir suas vergonhas aos olhos do Criador, e o coser folhas de figueira não encobria em nada tais vergonhas.

Bereshiyt (Gn) 3:21


Ocorrência #18 do Nome Pessoal do Criador
Fez YAOHUH Ulhim, para o homem e para sua mulher, vestimentas de pele, e os vestiu.
Nesse verso vemos a providência de YAOHUH Ulhim quanto à cobertura das vergonhas do pecado do homem. Primeiramente percebemos que é o próprio Criador quem toma tal providência, e também vemos o que o Criador considera como cobertura efetiva para o pecado, uma vez que as vestimentas foram feitas a partir da pele de animais, os quais certamente foram os primeiros a terem seu sangue derramado em sacrifício, para que o pecado pudesse ser coberto aos olhos de YAOHUH Ulhim.

Alguns fundamentos ficam muito claros aqui na comparação desses textos, os quais torna-se oportuno destacar:
  • O próprio homem não pode, por si só, providenciar cobertura para o seu pecado.
  • Folhas de figueira, ou outros artifícios, não podem cobrir o pecado do homem, senão apenas o derramamento de sangue.
  • A providência de cobrir o pecado do homem deve partir do Criador, e não do próprio homem.
  • A justiça do Criador exige um derramamento de sangue, porque a pena para o pecado é a morte.
  • O sacrifício de animais foi estabelecido pelo Criador YAOHUH UL como simbolismo e figura do vindouro sacrifício definitivo do Messias.
  • O homem e sua mulher foram cobertos com peles de animais cujo sangue foi derramado para que suas peles pudessem ser utilizadas.
  • Todos os sacrifícios de animais relatados no Tanakh são simbólicos e figurativos, visto que apenas representavam o futuro sacrifício do Messias YAOHUSHUA, não sendo possível que sangue de animais pudessem pagar pelos pecados dos seres humanos.
  • Vamos então observar o texto de Bereshiyt, capítulo 4 versos 3 a 5, na próxima parte desse estudo.
    O sacrifício que YAOHUH UL aceita

    Bereshiyt (Gn) 4:3


    Ocorrência #22 do Nome Pessoal do Criador
    Aconteceu que, no fim de uns tempos, trouxe Qain, do fruto da terra, uma oferta a YAOHUH.
    Aqui vemos a primeira oferta a YAOHUH, proveniente do fruto da terra. Tal entendimento passado por seus pais que desde cedo aprenderam que era preciso haver derramamento de sangue para remissão de pecados, não entrou no coração de Qain.
    Bereshiyt (Gn) 4:4




    Ocorrência #23 do Nome Pessoal do Criador
    E Hebel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste, e agradou-se YAOHUH de Hebel e de sua oferta.
    Aqui vemos a segunda oferta a YAOHUH, proveniente de animais do rebanho. Aqui a oferta de Hebel, com derramamento de sangue, é aceita por YAOHUH.






    Bereshiyt (Gn) 4:5



    Ao passo que de Qain e de sua oferta não se agradou; e irou-se muito Qain e descaiu-lhe o semblante.
    Aqui a oferta de Qain, sem derramamento de sangue, é rejeitada por YAOHUH. A ira de Qain mostra a soberba instalada em seu coração, visto que um simples ato de arrependimento e início da oferta de sangue teriam passado a agradar a YAOHUH UL, e tudo estaria resolvido. Entretanto, Qain preferiu entregar-se a ira, o que traria sérias consequências futuras, como o próprio assassinato do irmão Hebel.

    Nesses versos vemos que, desde o princípio, YAOHUH Uhim já havia determinado que era necessário o derramamento de sangue, com a morte da carne, para cumprir a justiça que era proveniente da pena estabelecida no código penal. Contudo, algo mais está escrito nesses versículos que não podemos e nem devemos ignorar: não foi somente a oferta de Hebel que foi aceita, mas também o próprio Hebel; e do mesmo modo, não foi só a oferta de Qain que foi rejeitada, mas o próprio Qain. Por que? Porque a reconciliação com YAOHUH demandava um sacrifício de sangue, sem o que não haveria tal reconciliação. Assim, não somente a oferta de Hebel foi aceita, como também o próprio Hebel foi aceito por YAOHUH, por cumprir a justiça que provinha do cumprimento, ainda que simbólico, da pena de morte da carne pelo derramamento de sangue. Por outro lado, Qain não foi aceito por YAOHUH, visto que a oferta de fruto da terra não implicava em derramamento de sangue, não cumprindo portanto a justiça pelo cumprimento da pena estabelecida. 

    É bom lembrar que todos os sacrifícios de animais não eram suficientes para pagar pelo pecado do homem; contudo, eles eram um simbolismo e representação do sacrifício do Messias vindouro, ali representado ainda de forma rudimentar, para preparo e instrução do ser humano quanto à justiça de YAOHUH UL. O sacrifício de animais era apenas uma representação rudimentar do que um dia seria o sacrifício único, perfeito e definitivo, do Messias YAOHUSHUA. 

    Com Qain e Hebel, YAOHUH ensina e evidencia que Ele iria justificar todos os que apresentassem o sangue como expiação pelo pecado, e que não aceitaria nenhuma outra espécie de oferta pelo pecado. Hoje, já consumado o sacrifício do Messias YAOHUSHUA em favor dos homens, estará justificado e reconciliado com YAOHUH UL todo aquele que crer e apresentar o Sangue de YAOHUSHUA como justificação e expiação para os seus pecados. 

    YAOHUSHUA veio ao mundo para ser sacrificado




    "Agora, está angustiada a minha alma, e que direi Eu? Pai, salva-me desta hora?
     Mas precisamente com este propósito vim para esta hora".


    Yaohukhanan ('João') 10:17,18
    "Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir.
    Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai".

    YAOHUSHUA nos ensina, pelas Suas próprias palavras, que Ele veio para aquela hora, ou seja, a hora de ser sacrificado como pagamento da pena que pesava sobre todos nós. 
    YAOHUSHUA nos ensina também que ninguém podia tirar a Sua vida, mas que Ele, espontaneamente a entregava em sacrifício por todos os homens.
    Nisso percebemos que, como era Ele que entregava Sua vida, e como era Ele que seria o Cordeiro do sacrifício, YAOHUSHUA era, ao mesmo tempo, o Sacerdote e a própria oferta. Em Sua morte, YAOHUSHUA entregava a Si mesmo em sacrifício de sangue a YAOHUH UL, em expiação da culpa de todos nós, eternamente. YAOHUSHUA era o Cordeiro sendo sacrificado, e ao mesmo tempo o Sumo-Sacerdote que oferecia a oferta a YAOHUH UL, o Pai. 
    É muito comum até hoje, entre as pessoas que não possuem um entendimento adequado, atribuir a culpa pela morte de YAOHUSHUA aos yaohudim ('judeus') que naquela época viviam. Por séculos os yaohudim têm recebido indevidamente essa culpa, porque se YAOHUSHUA não quisesse ser sacrificado, não há ninguém que pudesse tirar Sua vida, fosse yaohudi ('judeu') ou goin (gentio). Por outro lado, YAOHUSHUA não morreu apenas pelos pecados dos yaohudim ('judeus'), mas sim pelos pecados do mundo todo, pelo que, os responsáveis e causadores dessa necessidade é a raça humana como um todo, e não somente os yaohudim ('judeus').

    Um resumo dessa penosa e maravilhosa obra

    Hebreus 9:11-28
    "Quando, porém, veio YAOHUSHUA como Sumo Sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação,
    não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo Seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.
    Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne,
    muito mais o sangue de YAOHUSHUA, que, pelo RUKHA Eterno, a Si mesmo Se ofereceu sem mácula a YAOHUH UL, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos a YAOHUH UL Khayao (YAOHUH UL Vivo)!
    Por isso mesmo, Ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados.
    Porque, onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador;
    pois um testamento só é confirmado no caso de mortos; visto que de maneira nenhuma tem força de lei enquanto vive o testador.
    Pelo que nem a primeira aliança foi sancionada sem sangue;
    porque, havendo Mehushua proclamado todos os mandamentos segundo a lei a todo o povo, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, e lã tinta de escarlate, e hissopo e aspergiu não só o próprio livro, como também sobre todo o povo,
    dizendo: Este é o sangue da aliança, a qual YAOHUH UL prescreveu para vós outros.
    Igualmente também aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os utensílios do serviço sagrado.
    Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.
    Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores.
    Porque YAOHUSHUA não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de YAOHUH UL;
    nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio.
    Ora, neste caso, seria necessário que Ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, Se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de Si mesmo, o pecado.
    E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,
    assim também YAOHUSHUA, tendo-Se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que O aguardam para a salvação".

    Alguns pontos bem relevantes desse texto de Hebreus são:
  • YAOHUSHUA foi, ao mesmo tempo, a Oferta e o Ofertante, o Cordeiro e o Sumo Sacerdote.
  • O sacrifício de YAOHUSHUA foi único, suficiente e definitivo.
  • O sacrifício de YAOHUSHUA aniquilou o pecado.
  • O sacrifício de YAOHUSHUA estabeleceu uma nova aliança.
  • YAOHUSHUA ofereceu-se em sacrifício por todos os homens, pela culpa de todos os homens.
  • YAOHUSHUA tirou os pecados de muitos, mas não de todos. Somente dos que nEle crêem e O aguardam para a salvação.
  • Assim, da mesma forma como Qain tentou se reconciliar com YAOHUH UL de uma forma diferente da estabelecida por Ele, YAOHUSHUA é hoje o sacrifício aceito por YAOHUH UL e o único válido, suficiente e definitivo para reconciliação do homem com YAOHUH UL. Nada diferente disso pode reconciliar o homem com YAOHUH UL. 
    É oportuno finalizar com as palavras mais sérias, importantes, fundamentais e vitoriosas que já foram pronunciadas: 

    Yaohukhanan ('João') 19:30
    "Quando, pois, YAOHUSHUA tomou o vinagre, disse: ESTÁ CONSUMADO! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito".
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