Atitudes...



Aprendendo com Yahushua HaMashiach como agir nos momentos difíceis da vida

Todos passamos por momentos difíceis na vida. E algumas vezes esses momentos não são tão 

momentâneos assim. Em nossa congregação temos alguns exemplos disso – achim que em algum tempo do passado começaram a enfrentar dificuldades na área da saúde, cuja expectativa de uma rápida recuperação foi frustrada, e têm tido as suas forças (físicas) minadas por enfermidades que se recusam a “fazer as malas” e irem-se de vez. E, quando uma se vai, não o faz sem antes deixar “de presente” a sua prole maldita. Os momentos difíceis acontecem! E como acontecem! Diversos em “identidade”, intensidade e tempo de duração, eles vêm e vão, e às vezes ficam sem fazer cerimônia.

Não ignoramos a existência deles, e nem a possibilidade de que apareçam repentinamente, mesmo sem serem convidados para tentar estragar a festa de uma vida vivida sob-relativa tranquilidade. O que queremos fazer às vezes é nos esquecer, deliberadamente, da existência dos mesmos bem como da possibilidade de um aparecimento iminente. Esse esquecimento, esse “tirar da mente” não é ruim; é positivo. Porém, uma coisa também é necessária: estarmos preparados para que, quando eles vierem de encontro a nós, tomarmos as atitudes corretas e necessárias, ou seja, colocarmos tudo nas mãos de Yahuh, para que Ele nos encaminhe da melhor forma durante esses momentos difíceis. Podemos também nos espelhar no que Yahushua fez e faria nas circunstâncias em que as vezes nos encontramos.

E quais são essas atitudes?

Podemos aprendê-Las com Yahushua, e agora abordaremos algumas delas. Ninguém há de negar que Yahushua viveu momentos difíceis. Ele já nasceu predestinado a sofrer; o sofrimento estava incluso na missão que ele recebeu para cumprir. Antes de prosseguirmos em nossa reflexão leiamos um texto da Palavra de Yahuh, texto esse que, aliás, é necessário para esse prosseguimento: [א יתנרוק - Qorintyah Alef (1 Coríntios) 11.23-26 – “Porque eu recebi do Mashiach Yahushua o que também vos ensinei: que o Mashiach Yahushua, na noite em que foi traído, tomou o pão; E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o selo do pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte de Yahushua HaMashiach, até que venha”]. Depois da leitura desses versículos, pensando em como Yahushua agiu, podemos alistar algumas boas atitudes para tomarmos em meio aos momentos difíceis da vida. Vejamos:

1) Nos momentos difíceis da vida precisamos tomar a atitude de conservar o foco que Yahuh UL quer que tenhamos em nossa vida como servos Dele.

Atentem bem, amados, para o que a Palavra nos revela. Ela mostra-nos a atitude de Yahushua na noite em que foi traído. Essa noite não foi uma noite fácil para Yahushua. Ele sabia que sua hora estava chegando, sabia que Yahudah (Judas) o haveria de trair, Yahushua naquela noite já sabia da intensidade do sofrimento pelo qual passaria daí a mais um pouco, esse sofrimento já estava bem presente na sua mente, [והיתיתמ - Mattityahu (Mateus) 26:37-38 mostra a sua angústia: - “E, levando consigo Kefa (Pedro) e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo”], mas ele não perdeu de vista a missão que nasceu para cumprir, ele não perdeu o foco que o Pai queria que ele tivesse em sua vida. O que foi que ele fez? Ele juntou seus apóstolos e com eles fez uma última refeição (no por do sol do dia 13 do primeiro mês).

Qual será amados, o foco, a coisa central de nossa vida como servos de UL? O nosso foco é nos espelharmos nos atos de Yahushua e aplica-los às nossas vidas. Em meio aos momentos difíceis da vida não podemos nos esquecer de que somos servos de Yahuh e que lhe devemos total obediência pois Nele está nossa única esperança.

O espírito do Santo através do escritor aos Hebreus diz-nos que devemos deixar todo o embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e seguir a carreira que nos está proposta olhando firmemente para Yahushua, que é o autor e o consumador da nossa fé. Aprendi em algum lugar que histórias ilustrativas não devem ser muito repetidas, mas, permitam-me os achim repetir mais uma vez, uma que os amados já conhecem bem, mas que se encaixa perfeitamente no objetivo desse tópico de nossa reflexão:

Conta-se que Ciro, rei da Pérsia, certa ocasião sagrou-se vitorioso numa das suas batalhas e transportou para o seu país todos os inimigos que puderam ser capturados. Entre os inúmeros prisioneiros, estava também um príncipe, com sua esposa e filhos. Estes, por causa da linhagem real, foram levados á presença do rei. Ao vê-Los humilhados à sua frente, o soberano persa, com desmedida ironia, perguntou ao príncipe vencido:

- Quanto me darás em troca da tua liberdade?

- Dar-te-ei a metade do meu reino - respondeu o príncipe imediatamente.

- Diante de tamanha disposição, vejo que tens a vida por preciosa! E se eu, por deferência especial, conceder também a liberdade a teus filhos, o quanto receberei por recompensa?

- Eu entregarei a sua alteza todo o meu reino - falou o príncipe.

- Oferecendo-me em troca da tua liberdade pessoal e a dos teus filhos todo o teu reino, o que me poderás oferecer então pela liberdade da tua esposa? Certamente, ela representará muito para ti.

Só então o príncipe se deu conta de que havia sido precipitado, ao oferecer tudo o que possuía em apenas dois lances daquele jogo de interesses tão bem arquitetado pelo rei persa. Todavia, meditando por um rápido momento, disse com decisão:

- Entrego-me eu mesmo a ti, pela liberdade da minha esposa.

O grande conquistador, apesar de toda a sua crueldade e frieza, sentiu-se esmorecido naquele momento. Então, diante de uma resposta tão cheia de altruísmo e abnegação, acabou por conceder liberdade imediata a toda a família, sem exigir nada em troca. No percurso de volta ao seu reino, o príncipe indagou da esposa se ela, por acaso, havia observado o quanto era belo e imponente o semblante do rei dos persas. A essa indagação, a princesa respondeu com ternura:

- Não olhei para nada, absolutamente, porque, tinha a minha atenção voltada e os meus olhos fixos naquele que estava pronto a dar-se a si mesmo, em pagamento pela minha liberdade.

Seria extraordinariamente emocionante se uma resposta similar se constituísse na confissão honesta e sincera de cada coração, ao referir-se à pessoa de Yahushua HaMashiach. Pudéssemos ter nossos olhos fixos naquele que não somente mostrou-se disposto a entregar-se pelo pacto, mas que de fato se deu para o selar, abrindo assim a oportunidade de salvação às duas casas de Yashurum. Que a nossa atenção e o nosso interesse se fixem em Yahuh de tal maneira que não tenhamos ocasião de olhar para qualquer outra coisa que, embora atraente, nada tenha para nos oferecer. O foco de nossa visão, amados, em qualquer situação, deve ser Yahuh.

Em momentos difíceis muitas vezes “caminhos” se nos apresentam que, aparentemente, serão a solução para as nossas dificuldades. Mas estes mesmos caminhos, muitas vezes, exigem de nós deixar de olhar firmemente para Yahuh e nos desviarmos de outro caminho: o caminho da fidelidade a Yahuh (como o servir a dois senhores). Mas qual deve ser a nossa atitude? Conservar o foco, não aceitar nenhuma proposta que nos faça sair da presença daquele que um dia nos salvará.

Conheço um ach que certa vez resistiu bravamente a uma proposta “indecente” destas, que envolvia dinheiro, bastante dinheiro. Acho que esse ach nunca chegou a ganhar, em nenhum emprego que teve, em três meses, o que ganharia em um. E na ocasião o referido ach estava desempregado e passando dificuldades.

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