Expiação e o sacrifício de Pessach


Tem sido muito questionado o fato de o sangue do corpo físico do Mashiach ter servido de expiação. Os argumentos contrários dizem respeito à questão do sangue humano não servir como expiação, mas, não é bem assim.
Em Pêssach, na primeira vez que foi feito, o Eterno ordenou que o povo de Israel começasse a preparação no dia 10º do mês de Nissan e não no décimo quarto dia. A razão era que o povo de Israel carecia de mérito e assim o Eterno ordenou além do sacrifício de Pêssach, a circuncisão de todos. Por isto, o primeiro Pêssach começou no 10º dia, a fim de se recuperarem da circuncisão, e após três dias fazerem o sacrifício do cordeiro. Porém, nem todos tiraram o prepúcio, e no 14º dia quando Moshe (Moisés) fez o sacrifício, segundo o midrash, todo lugar se encheu do cheiro do sacrifício, e aqueles que não haviam circuncidado pediram para comer do sacrifício de Moshe, mas Moshe os lembrou de que eles precisavam circuncidar. Então, todos os que não haviam circuncidado fizeram a b’rit milá e o sangue da circuncisão destes, juntamente com o sangue do cordeiro que foi sacrificado, foram misturados e colocados nos umbrais das portas (Shemot Rabá 19:5). A partir daí ficou determinado que só os circuncisos podem comer de Pêssach.
Vemos assim, que existe aval para o sangue humano servir de expiação para o pecado e conceder mérito.
Shalom, Shalom!
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