Ensinamentos de Mashiach e seus seguidores


Corrigindo distorções na tradução que tentam passar uma ideia errada das palavras do Mashiach e seus seguidores.


Iaacov era um dos irmãos de Ieshua, nascido de forma natural de Iossef e Miriam. Iaacov só entendeu e recebeu o testemunho do seu irmão após a morte do Mashiach e por ser o próprio irmão do Mashiach ben Yossef e ao mesmo tempo alguém respeitado na comunidade, tornou-se o primeiro líder do novo movimento judaico, daqueles que seguiam os ensinamentos do Rabi Ieshua. Iaacov estava muito preocupado com uma mentalidade que se espalhava na época, através de pessoas que não entendiam nada de judaísmo e pescavam as palavras de Shaul e do próprio Mashiach, para distorcerem segundo suas próprias filosofias. A mesma preocupação também chegou a Shimon Bar Yona (Kefa, Pedro) que afirmou no final de uma de suas cartas de que Shaul hashaliach falava palavras difíceis que os ignorantes do judaísmo e também pessoas inconstantes (gentios sem instrução judaica e judeus helenizados) distorciam. Aproveito para deixar claro que esta estória de "Pedro" ser o primeiro líder é mais uma invenção sem nenhum fundamento, que confirma aquele ditado de que quando uma coisa é repetida muitas vezes, mesmo que seja uma mentira, com o tempo é tido como verdade.


Voltando ao caso de Iaacov, nome muito judaico, que os tradutores para a língua inglesa mudaram para James e aqueles que traduzem para o português para Tiago, certa vez combatendo duas coisas, a primeira a acepção de pessoas e a segunda uma espécie de Emuná (Fé) sem obras que não tem o mínimo cabimento, disse uma frase que foi totalmente mal traduzida e mal interpretada. Ele disse: "Pois qualquer que observa toda a lei, mas tropeça alguém em uma (mitzvá) é culpado de todas" - Iaacov (Tiago) 2:10.


Este versículo é traduzido de uma forma, que passa a impressão de que não vale a pena seguir a lei, afinal de contas se tropeçar em uma lei é culpado de todas. Ele é traduzido desta forma para conceder aval à doutrina esquizofrênica da anomia, a anulação da lei. Por que esquizofrênica? Porque a lei, segundo esta doutrina que ficou conhecida como a doutrina da graça, hora é boa, hora é ruim dependendo da conveniência. Então, se o tema é dízimo a lei se transforma em algo tão real que o resultado da desobediência daqueles que acreditam na doutrina da graça, é o próprio inferno. Para quem não der o dízimo não tem graça nenhuma, mas uma condenação rígida e implacável. Porém, quando o tema é o Shabat aí as coisas mudam. Neste caso, a lei não é muito bem aceita e a obediência recebe o título de "jugo da lei" e consequentemente a saída da "graça". A desculpa que dão para isto é que o dízimo é antes da Lei! Mas, esquecem que o shabat também, no que eles consideram como antes da Lei, se referindo a outorga da Torah ao povo judeu no monte Sinai. Na verdade, o Shabat é antes do próprio dízimo, e outras Mitzvot foram reveladas antes da outorga da Torah no monte sinal, como Pêssach, animais puros, não matar, não roubar, etc.


Agora se pode entender a questão da "esquizofrenia" doutrinária, ou seja, a Lei pode ser maravilhosa ou terrível para a doutrina da graça dependendo do que é considerado proveitoso ou não para ela mesma. Voltando ao versículo citado, a tradução dele pode aludir para dois conceitos simples. O primeiro é enfatizar a importância de não desprezar as pessoas, o que estava sendo discutido nos versículos anteriores e assim, Iaacov diz que é preciso ter cuidado para não fazer uma pessoa tropeçar, pois seria como descumprir toda a Torah.


A segunda maneira de traduzir também cabível, estaria ligada a própria pessoa que transgride, ou seja, uma exortação para ter cuidado em não transgredir esta mitzvá específica de amar o próximo como a si mesmo, pois afetaria todas as outras Mitzvot. Porém, mesmo esta segunda maneira de traduzir teria este diferencial citado acima, que afastaria a falácia e o engano de tentar transmitir uma mensagem contra a lei, como alguns tentam fazer.


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